Por que deixaste de acalentar a chama?
E derrepente exige que dessas cinzas seja feito teu banho?
Não te sentes mais aquecida?
A brasa que um dia foi incandecente e hoje não passa de intermitente fumaça
E a dor passa a ocupar a flâmula
Mas mesmo assim, meu corpo continua a incendiar-se
Não quero, não desejo, mas sinto-me atraído como a mariposa
Continue a alimentar a chama
Porque enquanto ela queimar e arder loucamente eu seguirei
até que a dança frenética de suas labaredas me atraiam e me consumam por completo.
Autor: Lucas Cruz
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