O vento gelado agride meu corpo que se encontra exausto
e exaurido de toda vida, sente-se cada vez mais só
A caminhada nunca foi tão longa
e não houve tempo semelhante em que o sofrimento immperasse de tal forma
Mas por que a razão de me encontrar tão solitário?
Se houve tantos sorrisos e abraços acalentadores ao meu redor?
E foram tantos que ofereceram a mão amiga para tirar do desespero.
Mas sofro cada vez mais, e lentamente mergulho nas minhas próprias angústias
Não mereço eu mais do que suas desculpas?
Do que seu pseudo-carinho?
Algo mais tangível do que isso, mais real, um verdadeiro apoio?
Por que me lanças nas profundezas do esquecimento?
E por algumas palavras vagas, me trocas pela tua comodidade
Sou fruto de algum despojo?
Tornei-me Dejeto de tua antiga paixão?
Saiba que abandonei parte dos meus sonhos egoístas, em que me encontrava só
e por eles, troquei por um futuro em que tu fostes inclúida.
Não queres fazer parte de tudo que arquitetei, mesmo sabendo, que não há mais retorno?
Realmente deixarás de alimentar a chama que me mantem aquecido.
Então que morfeu me abrace, e com o seu manto me leve ao sono mais profundo...
Autor: Lucas Cruz
Nenhum comentário:
Postar um comentário