segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A revolta de quem escreve

Escrevendo essas palavras,
meu coração chora,
Meus olhos ficam molhados e pigam em cada letra que escrevo
Ninguém imagina a dor de hoje
Muito menos vocês

Algo acontece, e se vocês choram
Vocês estão sendo falsos
Porque posso dizer que eu sou a única
A única que derramei uma lágrima sincera

Eu posso dizer, que eu derramei mil lágrimas por vocês
Mas não posso afirmar que vocês derramaram uma por mim
Vocês são egoítas, choraria por causa de si mesmo
Idiotas! Idiotas!

Se meus pensamentos falassem
eles seriam como uma bomba nesse mundo
um bomba em cima de vocês
Hipócrisia! Estou farta disso

Ninguém imagina a verdadeira dor de um escritor
muitos menos vocês
Não sabem o que falam
Não sabem o que faz
Não sabem a quem machuca

Cansei!
Cansei de vocês e deste mundo
Mundo falso, enganador
Assim como vocês, não servem pra nada
Só pra humilhar e pisar!

Só peço, eu só imploro
Preciso que vocês me ajudam,
mas isso parece impossível!
Isso vai ser impossível...

Profecias

A dor de quem escreve não pode ser sentida
Inexpremívelmente se expressa em versos insípidos e pálidos
E os gemidos são disfarçados em risos e prosas curtas
O fardo é cada vez mais árduo, e não traz sequer um louro para sua enfadonha coroa
E a boca passa a descrever uma parábola gélidamente calculada
Artelhos que passam a tremular como flâmulas ao vento
Para quem o vê, seu sofrimento é uma linha que logo esmorece
E para quem sofre, suas escarifações ardem como recém-feitas
Lacinante dor de sofrer os augúrios da maldita realidade
E tentar-se envolver e anúnciar o porvir
Um pária, um Maldito
E sua exclusão é factual
Alguem deseja ouvir a voz de um mudo?
As lágrimas de um bravo não podem escorrer sem sangue...

Autor: Lucas Cruz

domingo, 12 de setembro de 2010

Posso escrever

Posso escrever os versos mais absurdos nessa noite,
posso deitar e ver o infinito do céu entre as estrelas!
Eu amei, e sei que você também me amou.

Em noites quando te tive nos meus braços,
o sol demorou pra brilhar, trocas de beijos em um céu infinito.
Me quis por vezes, como assim eu também o quis.
Como não ter amado seus olhos,
posso escrever os versos mais absurdos nessa noite,
mas pensar que já perdi, é ruim.

Ouvir sons de uma noite longa, longa sem você,
e os versos caiem como pedra em um rio,
caiem junto com meu amor,
a noite está estrelada e você não está comigo.

Pra mim já basta, ao longe eu escuto alguém cantar, ao longe,
a minha alma não se conforma em ter te perdido,
como fazer isso tudo voltar atrás,
meu olhar corre atrás do seu como um cachorro feroz e faminto.
O meu coração está a sua procura, e você não está aqui comigo!

As noites são mais longas e frias,
as árvores já estão se secando,
nós dois já não somos mais os mesmos,
já não somos de nós mesmo,
não te amo, mas eu te amei tanto ao ponto de desejar tudo de novo.

Pelo vento meu ouvido busca sua voz,
pelo vento meu ouvido ouve sua voz e uma voz avulsa.
É, já pertence a outra pessoa, serás de outra pessoa,
como poderá esquecer dos meus beijos, os mais sinceros.

O corpo claro, os olhos claros,
já não te amo e isso é verdade,
mas talvez eu ainda de te amo,
ah o amor, o amor é tão curto e bonito,
mais o esquecimento é tão longo e doloroso.

Porque em noites que estive ao seu lado
a minha alma não se contenta por haver perdido,
embora seja as últimas dores que você me causa,
e estes sejam os últimos versos que eu escrevo...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Descrição

Cada ofegar, cada respiração, cada pequeno som...
tudo se converge em minha cabeça numa auto-estrada suicida
estou envolvido, alucinado, Hipnotizado...
Sua presença me desconcerta, me refaz de formas inimagináveis
Sinto me atraído por essa confusão
A ponte da realidade se partiu...
Entrei em um túnel sem retorno,e não o desejava
Arrastado para os devaneios de sua mente desconexa
O delírio agora é tão real,
Espectros de cores apaixonantes
Minha mente agora é um turbilhão comandado por teus instintos
Sinto o ápice da minha existência, tão clara como a água
Um nirvana cheio de humanidade
E o calor me abraça.
Volto a realidade. Desejo sentir tudo de novo.
Me dê mais um beijo.

Autor: Lucas Cruz

E agora?

Não tem nada, mas ainda estou aqui
Tentando fugir
E esconder o que restou de mim
Te pedi pra me ajudar, mas o meu medo não deixou
Existem dores no caminho
Foi isso que restou

Chegar de sonhar, o que não vai se realizar
Chegar de lutar, pelo que eu não vou ganhar
Fico sem entender ou sem saber o porque
E você me apareceu. E agora?

Procurando o que já foi achado,
Isso pode me prejudicar
Saber que tem poder, só não pode usar
E assim eu vou viver, sem respostas
E mentindo pra mim, que isso nunca vai ter fim