domingo, 12 de setembro de 2010

Posso escrever

Posso escrever os versos mais absurdos nessa noite,
posso deitar e ver o infinito do céu entre as estrelas!
Eu amei, e sei que você também me amou.

Em noites quando te tive nos meus braços,
o sol demorou pra brilhar, trocas de beijos em um céu infinito.
Me quis por vezes, como assim eu também o quis.
Como não ter amado seus olhos,
posso escrever os versos mais absurdos nessa noite,
mas pensar que já perdi, é ruim.

Ouvir sons de uma noite longa, longa sem você,
e os versos caiem como pedra em um rio,
caiem junto com meu amor,
a noite está estrelada e você não está comigo.

Pra mim já basta, ao longe eu escuto alguém cantar, ao longe,
a minha alma não se conforma em ter te perdido,
como fazer isso tudo voltar atrás,
meu olhar corre atrás do seu como um cachorro feroz e faminto.
O meu coração está a sua procura, e você não está aqui comigo!

As noites são mais longas e frias,
as árvores já estão se secando,
nós dois já não somos mais os mesmos,
já não somos de nós mesmo,
não te amo, mas eu te amei tanto ao ponto de desejar tudo de novo.

Pelo vento meu ouvido busca sua voz,
pelo vento meu ouvido ouve sua voz e uma voz avulsa.
É, já pertence a outra pessoa, serás de outra pessoa,
como poderá esquecer dos meus beijos, os mais sinceros.

O corpo claro, os olhos claros,
já não te amo e isso é verdade,
mas talvez eu ainda de te amo,
ah o amor, o amor é tão curto e bonito,
mais o esquecimento é tão longo e doloroso.

Porque em noites que estive ao seu lado
a minha alma não se contenta por haver perdido,
embora seja as últimas dores que você me causa,
e estes sejam os últimos versos que eu escrevo...

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